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 Brasil no espaço

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Shadow Neo
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MensagemAssunto: Brasil no espaço   Ter Out 02, 2007 6:05 pm

O Ministério da Aeronáutica já vinha dando atenção à área espacial desde 1961. As primeiras iniciativas foram para o desenvolvimento de pequenos foguetes para sondagens meteorológicas destinados à Força Aérea. O programa espacial brasileiro teve início naquela década.

Porém, somente muito mais tarde, em 1978 (quase 20 anos depois da formação das primeiras equipes de trabalho), foi aprovada pelo Governo Federal a proposta de realização de um estudo de viabilidade de uma Missão Espacial Completa Brasileira. A Presidência da República, no entanto, daria sua aprovação oficial somente no início da década de 1980.

Finalmente, em 1991, foi criado o atual Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE). Atualmente cabe ao IAE o desenvolvimento do Veículo Lançador de Satélites (VLS) e ao Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), criado em 1971, o desenvolvimento dos satélites e das estações de solo correspondentes.

Missão

A MISSÃO ESPACIAL COMPLETA BRASILEIRA (MECB) é um programa integrado, visando o projeto, desenvolvimento, construção e operação de satélites de fabricação nacional, a serem colocados em órbitas baixas por um foguete projetado e construído no país e lançado de uma base situada no país.


VLS NA PLATAFORMA DE LANÇAMENTO Apesar dos atrasos, o Brasil foi um dos primeiros países em desenvolvimento a institucionalizar as atividades espaciais.

O programa compreende o desenvolvimento e operação em órbita de seis satélites, com aplicação direcionada às necessidades do país, sendo três satélites de coleta de dados, dois de sensoriamento remoto e um de comunicações.

O primeiro foi o SCD1, que continua em atividade, tendo superado 10 anos e mais de 67 mil órbitas em torno da Terra. O SCD2 completou 36.952 órbitas em 22 de outubro de 2005, o equivalente a 2.177 viagens de ida e volta à Lua (veja mais no quadro abaixo).

Outro objetivo importante da MECB é o envolvimento da indústria brasileira. A participação começou com a fabricação de equipamentos de vôo, passando ao desenvolvimento de subsistemas compostos e, futuramente, sistemas completos.

Bases de lançamento

O PRIMEIRO CENTRO DE LANÇAMENTOS entrou em operação em 1965. O Centro de Lançamento da Barreira do Inferno (CLBI) situa-se a 5° 55' de latitude sul e 35° 10' de longitude oeste, no município de Parnamirim, próximo a Natal, capital do estado do Rio Grande do Norte.

O nome Barreira do Inferno vem das falésias avermelhadas existentes até hoje no litoral. O CLBI possui estrutura suficiente para dar apoio técnico e operacional para lançamentos de veículos de sondagem, além de servir como estação de rastreio dos veículos lançadores e seus satélites.


VISTA PARCIAL DO CLBI em primeiro plano a
casa-mata, de onde os técnicos podem assistir
o lançamento dos foguetes de sondagem.


A impossibilidade de expansão do CLBI em função do crescimento urbano de Natal foi um dos fatores que levou à realização de estudos para definição de um local mais adequado para a construção de mais uma base de foguetes.

Assim, durante a década de 1980, foi criado o Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), localizado na península de Alcântara, estado do Maranhão, a apenas 2° 18' ao sul do equador (e 44° 22' de longitude oeste).

Sua posição privilegiada possibilita aproveitar o máximo do movimento de rotação da Terra para impulsionar veículos orbitais, permitindo com isso grande economia de combustível, (estima-se uma vantagem entre 13% e 31% em relação a bases de lançamento como Cabo Canaveral, nos Estados Unidos, e Baikonur, no Cazaquistão).

Os foguetes de sondagem brasileiros são lançadores de pequeno porte, utilizados para missões sub-orbitais e capazes de lançar cargas úteis contendo experimentos científicos ou tecnológicos. O Brasil possui foguetes de sondagens operacionais que suprem boa parte de suas necessidades presentes, com uma história bem sucedida de lançamentos.

O primeiro desses veículos foi o Sonda I, projetado para ser aplicado em estudos da alta atmosfera e transporte de cargas úteis meteorológicas de 4,5 kg a 70 km de altitude. Esse foguete foi como uma escola, servindo ao estudo de propelentes (combustíveis) sólidos e outras tecnologias.

Em 1966 iniciou-se o desenvolvimento do foguete monoestágio Sonda II, com propelente sólido, capaz de transportar cargas úteis entre 20 e 70 kg para experimentos na faixa de 50 a 100 km de altitude. Esse foguete foi lançado para verificação de inovações tais como as novas proteções térmicas, propelentes e testes de componentes eletrônicos.


FOGUETES DE SONDAGEM BRASILEIROS Da esquerda para a direita, Sonda II, Sonda III, Sonda IIIA, VS-30, Orion, VSB-30, Sonda IV, VS-40 e VS-43.


Em 1969 iniciou-se o desenvolvimento do foguete de dois estágios Sonda III, com propulsores capazes de transportar cargas úteis de 50 a 150 kg entre 200 e 650 km de altitude. Sua fabricação exigiu o desenvolvimento de uma moderna liga de aço conhecida como 300M, posteriormente exportada para a fabrica de aviões Boing, que a utiliza no trem de pouso do seu famoso Boeing 747.

Em 1974 tem início a segunda fase do desenvolvimento de foguetes brasileiros equipados com sistemas de pilotagem, com o projeto do Sonda IV, capaz de transportar cargas úteis de 300 a 500 kg entre 700 e 1.000 km de altitude.

O Sonda IV contribuiu sensivelmente para o desenvolvimento de grande parte das tecnologias imprescindíveis ao Veículo Lançador de Satélites (VLS), como materiais compostos, aço de ultra-alta resistência, eletrônica de bordo, etc. O Brasil também operou com outros veículos de sondagem, como o Orion, da Agência Espacial Alemã, e o VS-40, construído a partir de um estágio do VLS, para testes.

Lançador de satélites

O VLS-1 É UM LANÇADOR DE SATÉLITES CONVENCIONAL lançado a partir de plataforma terrestre. O desempenho do VLS-1 permite a inserção de satélites com massa de 100 a 350 kg em órbitas circulares entre 250 e 1.000 km, em larga faixa de inclinações, de equatoriais a polares.

Apesar de pequeno comparado a outros países de produto interno bruto semelhante, o programa de pesquisa e desenvolvimento de foguetes de sondagem e do VLS já incorporou grandes benefícios, retornando para o Brasil tudo o que foi investido.

A economia nacional também se beneficia na forma de materiais para fabricação dos propelentes ou de tecnologias derivadas. Vários produtos estratégicos constavam da pauta de importação brasileira. Hoje eles já estão sendo produzidos no Brasil em escala industrial, inclusive suprindo o mercado nacional com matéria-prima em geral para a fabricação de colas, tintas, borrachas para solado de calçado, juntas de dilatação, espumas etc.

O elenco completo de benefícios para a sociedade, das pesquisas e do desenvolvimento aeronáutico e espacial é imenso. Somente esses benefícios são várias vezes maiores do que tudo que já foi investido no projeto espacial brasileiro.

Fonte: JOSÉ ROBERTO V. COSTA
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MensagemAssunto: Re: Brasil no espaço   Ter Jan 20, 2009 9:36 pm

Sim hum dhora, vamos continuar nesse rumo q assim dá Beleza
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