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 Colisão de Galáxias

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Shadow Neo
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MensagemAssunto: Colisão de Galáxias   Qua Out 03, 2007 1:43 pm

Um dos fenômenos mais formidáveis do universo são as colisões entre galáxias. Elas envolvem uma quantidade extraordinária de matéria e uma eternidade, na escala humana, para que se concluam.

Existem muitas colisões de galáxias observáveis atualmente. Não podemos assistir a toda uma colisão, mas conhecemos muito bem o mecanismo que a dirige (a gravidade) e observamos ao telescópio inúmeras delas em andamento.

É como ver um único quadro de um filme longa-metragem. De sorte que observamos colisões em vários estágios, o que nos permite juntar as peças e montá-las usando computadores, que calculam com rapidez e precisão as interações gravitacionais entre as estrelas.

Podemos fazer o filme inteiro rodar, comprimindo bilhões de anos em segundos. É como capturar um instante da eternidade. Mas afinal o que são as galáxias e o que acontece quando elas colidem?

Uma galáxia é um aglomerado de gás, poeira e centenas de bilhões de estrelas que se mantêm unidas através da força gravitacional. No entanto as estrelas não se amontoam; pelo contrário, ficam afastadas entre si, em média 3 ou 4 anos-luz, ocupando toda a galáxia um espaço de centenas de milhares de anos-luz.


Somos incapazes de conceber tal distância. Nós, que vivemos num mundo com apenas 40.000 km de circunferência e dificilmente precisamos compreender o que são mais que alguns poucos quilômetros.

As imensas nuvens de gás das galáxias são compostas sobretudo hidrogênio e hélio e a poeira é na verdade uma infinidade de partículas sólidas, algumas menores que um grão de sal, outras maiores que uma casa.

O gás pode ser como uma "mortalha" das estrelas que já morreram ou como a "placenta" que envolve aquelas que estão por nascer. Sem mencionar que muitas estrelas devem possuir planetas ao seu redor.

Como tudo no universo, as galáxias também se movimentam. Mas é de se esperar que estruturas tão gigantescas movam-se relativamente devagar. De fato, para dar uma volta completa em torno de si mesma, nossa galáxia, a Via Láctea, leva 250 milhões de anos, embora viajando a respeitáveis 250 km/s.

A partir de um certo padrão rotativo as galáxias se apresentam sob as mais diferentes formas. Os astrônomos criaram uma classificação especial para a morfologia das galáxias.

Existem galáxias em forma de espiral, como a nossa, galáxias lenticulares, como a bela Sombrero, e ainda galáxias elípticas e irregulares. Uma galáxia produz uma imagem extensa quando fotografada ou observada através de um telescópio. Isso as distingue muito bem das estrelas, que produzem imagens pontuais.

Um encontro ou mesmo a captura de uma galáxia por outra é um evento nada improvável. E disso resulta, muitas vezes, profundas alterações no conjunto da galáxia. Embora dificilmente suas estrelas se choquem.

É que a distância que as separa é muito grande em relação a seus tamanhos, de modo que uma galáxia inteira pode passar por dentro de outra sem que haja um único choque.

Os astrônomos agora encontram evidências de que as colisões entre galáxias podem dominar seus processos de evolução. Galáxias podem colidir, fundindo-se uma a outra, ou simplesmente interagir, quando nesse caso apenas trocam matéria.


Colisão de duas galáxias espirais, NGC 2207 e IC 2163 ©AURA/STScI.

O primeiro caso é o mais violento. Ocorre quando duas galáxias se encontram, mas não têm velocidade suficiente para continuar em movimento e, ao invés disso, "caem" uma sobre a outra várias vezes, formando por fim uma única galáxia em lugar de duas.

E se uma delas for muito grande pode restar pouco modificada após a colisão, ao contrário da outra, praticamente absorvida pela maior. Isto é chamado "canibalismo galáctico".

Recentemente, o telescópio espacial Hubble enxergou mais de mil "fogos de artifício" acompanhando uma distante colisão de galáxias. Cada um deles, na verdade, era uma miríade de novas estrelas, trazida à vida enquanto nuvens de gás se comprimiam violentamente durante o encontro entre as galáxias Antena (assim chamadas por causa de um par de longos filamentos de estrelas, formado durante a colisão, que lembram as antenas de um inseto).

As idades desses aglomerados forneceram uma estimativa preciosa do tempo decorrido da colisão. Excelente oportunidade para entender, passo a passo, essa complexa seqüência de eventos.


Formação de estrelas durante colisão das galáxias Antena, ©AURA/STScI.

Fonte: JOSÉ ROBERTO V. COSTA
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