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 Nasa prepara Hubble para a sua última jornada

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MensagemAssunto: Nasa prepara Hubble para a sua última jornada   Dom Dez 09, 2007 6:30 pm

Dennis Overbye

Trata-se da rodada final para o telescópio do povo. Em agosto do ano vem, depois de 20 anos de exageros, decepções, equívocos, triunfos e vistas brilhantes e incomparáveis do espaço e do tempo, e quatro anos depois que a Administração Nacional de Aeronáutica e Espaço (Nasa) decidiu deixar que o Telescópio Espacial Hubble morresse em órbita, causando indignação ao público e no Congresso, um grupo de astronautas viajará ao telescópio para uma missão de reforma, em um vôo do ônibus espacial Atlantis. Ou pelo menos é esse o plano.
"Enfrentamos tremendas dificuldades", com tantas incertezas e controvérsias, disse Preston Burch, o diretor de projeto do telescópio espacial, em seu escritório no Centro Espacial Goddard. Em uma construção vizinha, os cavaleiros astronautas que irão ao Hubble - vestidos como se fossem cirurgiões, com aventais brancos, capuzes e máscaras - passam por uma sala de descontaminação e avaliam os instrumentos destinados ao Hubble, bem como as técnicas e ferramentas que utilizarão em seu trabalho, sob o olhar atento dos técnicos do centro.

Eles praticam o uso da nova câmera com lente grande-angular, suspensa no ar como um piano mágico, em uma réplica do telescópio que é absolutamente fiel em todo os detalhes elétricos e mecânicos, incluindo a fita adesiva que sela as portas. "Temos de treinar nossos corpos e mentes", diz Michael Weiss, vice-diretor do projeto Hubble, acrescentando que quando os astronautas virem o telescópio real, em órbita, "eles dirão que já o viram antes".

Nas duas últimas décadas, astronautas trabalhando no espaço aberto repararam o Hubble quatro vezes. Mas a viagem planejada para agosto, quase todo mundo concorda, será de fato a última visita de manutenção. Os ônibus espaciais devem ser tirados de serviço em 2010, e sem manutenção periódica os giroscópios e baterias do telescópio devem sair de operação em cinco anos.

Astronautas, engenheiros e cientistas dizem que estão determinados a realizar a mais espetacular reforma do telescópio até hoje, executando trabalhos que, afirmam, permitirão que o aparelho continue a operar até a metade da próxima década. "Será praticamente um telescópio novo", disse Matt Mountain, diretor do Instituto de Ciência do Telescópio Espacial, no campus da Universidade Johns Hopkins, em Baltimore. "Queremos gerar resultados científicos dos quais possamos nos orgulhar".

A próxima visita, diz Mountain, será única. "Não teremos de realizar manutenção de rotina. Seria como um carro que só vamos dirigir por uns 30 mil km. Comprar pneus novos seria desnecessário". Engenheiros e dirigentes de projeto dizem que estão ocupados mapeando os cinco dias de trabalho em espaço aberto que a reforma vai requerer.

Se tudo correr bem - o que não pode ser considerado certo, a 560 km da Terra - , os astronautas instalarão uma nova câmera e espectógrafo e substituirão todos os giroscópios que mantêm o Hubble apontado na direção correta, e as baterias que mantém seus instrumentos em operação. Há também planos de conserto de um espectógrafo quebrado e do principal instrumento do Hubble, a Câmara Avançada de Levantamento, que sofreu um severo curto-circuito no começo do ano, e era considerada impossível de reparar.

Reviravoltas drásticas caracterizam as decisões sobre o telescópio Hubble, que antes de seu lançamento, em 1990, foi descrito como o maior avanço da astronomia desde a invenção do telescópio por Galileu. No espaço, o Hubble seria capaz de distinguir detalhes que, da Terra, não podem ser observados devido às distorções causadas pela atmosfera. Mas seu espelho de 238 centímetros de diâmetro foi polido no formato errado, causando o que os astrônomos designam "aberração esférica". Com isso, o Hubble passou a ser considerado um fiasco tecnológico.

Em 1993, astronautas equiparam o telescópio com lentes corretivas (o que acarretou a necessidade de remover um de seus cinco instrumentos, um fotômetro), e as imagens do cosmos ganharam foco inédito. Três visitas adicionais de astronautas mantiveram o Hubble funcionando e, com a substituição de instrumentos mais antigos, o tornaram gradualmente mais poderoso. Ao longo do caminho, os astronautas aprenderam a trabalhar com instrumentos de precisão que jamais teriam sido imaginados para uso com o equivalente a luvas de boxe, que protegem as mãos dos astronautas no espaço.

"Quando existe um instrumento com alcance tão maior do que aquilo que existia no passado, descobertas impensáveis se tornam possíveis", disse John Grunsfeld, o astronauta que comandará a equipe de reforma do Hubble. "E podemos ver coisas jamais vistas. Como resultado, o Hubble se tornou mais que um telescópio, e passou a ser um símbolo da ciência e uma parte de nossa cultura". Esse prestígio não saiu barato.

Edward Weiler, diretor do centro Goddard e ex-administrador associado de ciências da Nasa, estima que, ao longo dos anos, o projeto Hubble tenha acumulado custos de US$ 9 bilhões. "E há pouca gente, especialmente entre os norte-americanos, disposta a dizer que esse custo não valeu a pena". O telescópio parecia condenado à morte prematura, depois do acidente que matou os sete tripulantes e destruiu o ônibus espacial Columbia em 2003.

Porque o telescópio, ao contrário da Estação Espacial Internacional, não poderia oferecer refúgio aos astronautas, o então administrador da Nasa, Sean O'Keefe, suspendeu novas missões de manutenção. Só quando O'Keefe deixou o posto, em 2005, seu sucessor Michael Griffin, aprovou a retomada do trabalho com o Hubble, depois de uma análise de riscos.


"Nós todos concordamos em que os riscos são aceitáveis", disse David Leckrone, o diretor científico do Hubble. "Griffin nos conduziu com grande vigor intelectual, no processo de análise".

Tradução: Paulo Migliacci ME

Fonte: Notícias Terra
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